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Como funciona o sistema VRF

Climatização

O sistema VRF tem a capacidade de refrigerar salas diferentes de um prédio inteiro, cada uma na temperatura perfeita, sem desperdiçar um watt de energia.

Esse equipamento está mudando hotéis, escritórios e hospitais no Brasil, economizando até 60% na conta de luz. 

Para você que sonha em faturar alto na refrigeração, este artigo desvenda o funcionamento dessa tecnologia. Aproveite para assistir ao vídeo que o professor Diogo gravou sobre o funcionamento do sistema VRF.

O que é o sistema VRF

O sistema VRF (Variable Refrigerant Flow, ou Fluxo de Refrigerante Variável) foi projetado para grandes espaços como escritórios, hotéis e condomínios. 

Ele conecta até 64 unidades internas a uma única externa, ajustando o fluxo de refrigerante conforme a demanda real de cada ambiente. 

A a unidade externa (ou condensadora) do sistema VRF é instalada do lado de fora do prédio, no telhado ou chão, e fica lá quietinha fazendo o trabalho pesado para várias salas ao mesmo tempo.​

Pense nela como o “cérebro e coração” do sistema: é um armário metálico (tamanho de geladeira grande, 1-2m altura) com compressor inverter (o motor que bombeia o gás frio), ventiladores potentes (para dispersar o calor no ar), serpentinas de cobre (para trocar temperatura) e placas eletrônicas inteligentes. 

Por exemplo, uma unidade externa de 10 HP (como 10 cavalos de potência) cuida de 20-30 aparelhos internos espalhados pelo prédio; de 56 HP, até 64! 

Ela recebe sinais das salas internas e manda exatamente o “frio necessário”, sem desperdiçar.​​

Sem ela, nada funciona — é a “usina” que distribui pelo prédio todo via tubos de cobre. 

Diferença entre VRF, VRV e sistemas tradicionais

Sistemas VRF e VRV são essencialmente o mesmo conceito, sendo que VRF é o termo genérico para “Fluxo Variável de Refrigerante”, enquanto VRV (Variable Refrigerant Volume) é a marca registrada da Daikin, pioneira na tecnologia desde os anos 1980. 

Diferente de um Split comum (uma fonte externa para uma interna) ou Multi-Split (uma fonte externa para 4-8 internas com fluxo fixo), o VRF modula o refrigerante eletronicamente para cada unidade interna, permitindo operação independente: uma sala esquenta enquanto outra resfria. 

Sistemas tradicionais desperdiçam energia ligando/desligando compressores; o VRF varia a velocidade, economizando até 60%.​

Componentes principais do sistema VRF

ComponenteFunção Simples
Unidade Externa (Condensadora)Compressor inverter + ventiladores; envia refrigerante para todas as internas.
Unidades Internas (Evaporadoras)Cassetes, dutos ou parede; resfriam/aquecem salas individuais.
Válvula EEV (Expansão Eletrônica)Em cada interna; dosa refrigerante exato por ambiente (como torneiras inteligentes).
Tubulações de Refrigerante2 ou 3 tubos (líquido/gás); até 1.000m totais, ramificadas.
Placa Central/ControladoraMicroprocessador monitora sensores; ajusta tudo via rede.
Sensores (Temperatura/Pressão)Detectam demanda real; feedback para compressor.

Como funciona o ciclo de refrigeração passo a passo

Compressão do refrigerante pelo compressor inverter

O ciclo inicia na unidade externa, que abriga o compressor inverter. 

Ele funciona como uma “represa” que comprime o gás refrigerante quente, aumentando sua pressão e temperatura. 

O compressor não opera no tradicional modo liga/desliga, mas sim varia sua velocidade (de 20 a 120 Hz) para ajustar a quantidade exata de refrigerante necessária para atender a demanda das unidades internas. 

Essa variação contínua evita desperdícios e picos de energia, proporcionando eficiência e conforto.​​

Condensação do refrigerante na unidade externa

Após a compressão, o gás refrigerante quente e sob alta pressão é enviado para o condensador na unidade externa. 

Ali, por meio de ventiladores e serpentinas, ele libera o calor absorvido dos ambientes internos para o meio externo. 

Durante esse processo, o gás se resfria e se condensa, transformando-se em líquido sob alta pressão, pronto para ser enviado às unidades internas. Esse processo ocorre de forma contínua e regulada para manter a estabilidade térmica do sistema.​​

Expansão controlada nas unidades internas

O refrigerante líquido pressurizado passa então para as unidades internas por meio de tubulações isoladas. 

Cada unidade possui uma válvula de expansão eletrônica (EEV) que funciona como uma “torneira inteligente”, controlando a quantidade exata de refrigerante que entra no evaporador. 

Essa válvula ajusta a passagem do refrigerante para garantir que ele evapore lentamente, absorvendo calor do ar ambiente e oferecendo resfriamento personalizado por sala ou zona. 

A modulação dessas válvulas permite que o sistema adapte o fluxo para áreas com diferentes necessidades, fechando completamente em ambientes sem demanda para economizar energia.​​

Evaporação e troca de calor nas evaporadoras

Dentro da unidade interna, o refrigerante evaporado absorve o calor do ar do ambiente ao passar pelas serpentinas do evaporador. 

Esse processo é o responsável pelo resfriamento do ar, que é então distribuído pela sala por meio do ventilador da unidade interna. O refrigerante, agora em estado gasoso e com baixa pressão, segue seu caminho de volta para a unidade externa. 

A evaporação é cuidadosamente controlada para evitar a passagem de líquido, que poderia danificar o compressor, graças ao uso do acumulador de sucção que filtra esse excesso.​

Retorno do refrigerante à unidade externa para reiniciar o ciclo

O refrigerante em estado gasoso retorna pela tubulação ao compressor da unidade externa, completando o ciclo. 

O sistema VRF monitora continuamente as condições de pressão, temperatura e demanda em cada unidade interna, ajustando a velocidade do compressor e a abertura das válvulas de expansão para manter o equilíbrio térmico ideal. 

Essa flexibilidade permite operação silenciosa, alta eficiência energética e atendimento personalizado para cada ambiente, mesmo com várias zonas ativas simultaneamente.​​

Funcionamento do sistema em modo reverso (Heat Recovery)

Em sistemas VRF do tipo Heat Recovery, o ciclo pode inverter em algumas unidades internas que precisam de aquecimento, enquanto outras estão em modo resfriamento, aproveitando o calor rejeitado para aquecer ambientes diferentes. 

Isso é possível pela válvula de quatro vias e sistemas de tubulação tripla, que direcionam o refrigerante quente ou frio conforme a necessidade de cada zona, oferecendo simultaneamente aquecimento e resfriamento com alta eficiência energética.​

Esse detalhamento dividido em etapas permite que técnicos visualizem a operação do sistema VRF como um processo dinâmico e interconectado, essencial para diagnosticar, manter e instalar equipamentos com maior precisão e profissionalismo.

O papel dos compressores inverter 

No sistema VRF, o compressor inverter é o componente central que possibilita a operação eficiente e flexível do sistema.

Diferente dos compressores tradicionais que simplesmente ligam ou desligam, os compressores inverter funcionam com frequência variável, ajustando sua velocidade entre aproximadamente 20 Hz e 120 Hz para modular o volume de refrigerante bombeado ao sistema conforme a demanda térmica dos ambientes atendidos. 

Essa modulação contínua evita ciclos repetidos de ligar e desligar, reduz o consumo de energia e diminui o desgaste mecânico do compressor, aumentando sua vida útil. 

Além disso, alguns sistemas contam com configurações tandem ou modulares, onde diversos compressores trabalham juntos para ampliar a capacidade da unidade externa, ajustando dinamicamente quantos compressores estão ativos segundo a carga necessária.

Válvulas EEV

Cada unidade interna possui uma válvula de expansão eletrônica (EEV), que é essencial para controlar com precisão a quantidade de refrigerante que entra no evaporador. 

A válvula EEV é acionada por um motor passo a passo, que a abre ou fecha em incrementos chamados pulsos, que podem variar de 0 a aproximadamente 480 pulsos, permitindo uma dosagem exata e dinâmica do refrigerante, de acordo com as necessidades térmicas do ambiente. 

Essa dosagem precisa evita a saturação excessiva do evaporador e controla o superaquecimento do refrigerante, garantindo que o sistema mantenha a eficiência energética e o conforto térmico desejados.

Sensores instalados na unidade interna medem a temperatura do refrigerante (temperatura de saturação) na linha de descarga para informar à unidade externa e ao compressor a real demanda. 

É assim que se fecha um circuito de controle onde o compressor ajusta sua velocidade conforme a quantidade de refrigerante que cada EEV está liberando. 

Essa sincronia entre compressor e válvulas permite que o sistema VRF consiga atender, de maneira individualizada e simultânea, até 64 unidades internas distintas, cada uma operando com suas próprias necessidades de aquecimento ou resfriamento.

Na prática, essa combinação do compressor inverter com as válvulas EEV garante eficiências energéticas elevadas — com coeficientes de eficiência (EER) acima de 4,0. 

Além disso, é uma operação silenciosa, econômica e altamente adaptável, cumprindo as demandas de conforto mais flexíveis que sistemas tradicionais não podem entregar. 

Esse avanço tecnológico posiciona o sistema VRF entre as soluções mais modernas e avançadas em climatização para edifícios residenciais, comerciais e industriais, demandando do técnico capacitação específica para instalação, manutenção e diagnóstico eficientes

Vantagens econômicas e técnicas

O sistema VRF se destaca por trazer economia real no bolso de quem usa, especialmente em prédios grandes como escritórios ou hotéis, onde o ar-condicionado come muita energia. 

Pense assim: em vez de ligar máquinas gigantes o dia todo mesmo quando poucas salas estão ocupadas, o VRF manda só o “remédio frio” necessário para cada cantinho. 

Estudos mostram que ele corta o gasto de luz em 40% a 60% comparado a sistemas velhos como chillers ou splits comuns. 

Por exemplo, num prédio comercial médio no Brasil, onde a conta de energia pode passar de R$ 10 mil por mês só com ar-condicionado, o VRF devolve esse investimento em 2 a 3 anos — é como comprar uma geladeira que se paga sozinha rapidinho, porque usa menos eletricidade sem perder o frescor.​

Além da economia, ele é super prático para lugares grandes: uma máquina externa do tamanho de um armário (de 5 a 56 HP de potência, como vários motores pequenos juntos) cuida de até 64 aparelhos internos espalhados pelo prédio, sem precisar de dutos caros e bagunçados. 

As tubulações de cobre fininhas vão até 1 km de distância, subindo andares altos sem problema, e você controla tudo pelo celular ou WiFi — liga o frio na sala de reunião e esquenta a copa ao mesmo tempo, cada um no seu gosto. 

O barulho é quase zero, só 45 decibéis na máquina de fora, como um sussurro, perfeito para não atrapalhar ninguém dormindo ou trabalhando.​

E o melhor para reformas: não precisa quebrar parede ou mudar tudo — só passa os tubinhos de cobre e pronto, transforma um prédio antigo num oásis fresco sem obra pesada.

Tipos de sistemas VRF

O sistema VRF vem em versões diferentes, como se fossem “modelos de carro” feitos para situações específicas. 

O mais básico é o de 2 tubos, que usa só dois canos principais: um para o líquido frio e outro para o gás quente. 

Ele pode fazer só resfriamento (chamado Cooling Only, perfeito para lugares quentes como o Norte/Nordeste do Brasil, onde ninguém precisa de aquecimento) ou alternar entre resfriar e aquecer tudo ao mesmo tempo (Heat Pump). 

Imagine um prédio inteiro: ou todas as salas ficam frias de uma vez, ou todas quentinhas — mas nunca misturado. É simples, barato de instalar e ideal para escritórios pequenos ou lojas onde todo mundo quer a mesma coisa.​

Já o de 3 tubos (Heat Recovery) é o “cara esperto” da família, com três canos: um para líquido frio, um para gás quente e um para gás frio. 

Aqui entra a mágica: uma mesma máquina de fora pode resfriar umas salas (60% do tempo) enquanto aquece outras (40%), sem desperdiçar energia.

Isso acontece graças a uma caixinha chamada BP box (Branch Pipe box), que divide os fluxos como um “semáforo inteligente” — manda o calor de uma sala lotada e suada para outra que precisa esquentar. 

É top para hotéis (quartos frios à noite, recepção quentinha de manhã) ou hospitais (salas de cirurgia geladas, UTIs mornas), e gasta menos luz porque recicla o calor em vez de jogá-lo fora.

A eficiência é altíssima, com COP acima de 4,5, ou seja, 4,5 vezes mais frio ou quentinho por cada unidade de energia usada.​

Existem ainda variações menos comuns, como o VRF com condensação a água (usa torre de resfriamento em prédios gigantes, sem depender do ar quente lá fora) ou mini-VRF para casas grandes. 

Cada tipo se adapta ao seu “problema”: 2 tubos para simplicidade, 3 tubos para versatilidade máxima. 

Oportunidades para técnicos em sistema VRF

O mercado de VRF no Brasil está pegando fogo, crescendo cerca de 30% por ano graças às leis de prédios sustentáveis (Green Buildings) que obrigam edifícios novos e reformas a usarem sistemas eficientes. 

E quem instala e conserta ganha bem por isso. Para técnicos iniciantes ou experientes, dominar o sistema VRF significa pular de consertos simples de split para projetos grandes: uma instalação de uma unidade externa pode custar de R$ 20 mil a R$ 50 mil, com contratos anuais de manutenção em torno de R$ 2 mil por unidade interna (imagine 20 salas = R$ 40 mil/ano garantidos).

Também é possível ganhar dinheiro com  consultorias para dimensionar projetos prediais. 

Você pode trabalhar de forma autônoma, tendo seu próprio negócio, ou sendo contratado CLT por empresas do setor. 

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